sábado, 12 de fevereiro de 2011

Awake - Dream Theater



Awake - Dream Theater


Track List:


1. "6:00" - 5:31
2. "Caught in a Web" - 5:28
3. "Innocence Faded" - 5:43
4. "A Mind Beside Itself: I. Erotomania" - 6:45
5. "A Mind Beside Itself: II. Voices" - 9:53
6. "A Mind Beside Itself: III. The Silent Man" - 3:48
7. "The Mirror" - 6:45
8. "Lie" - 6:34
9. "Lifting Shadows Off a Dream" - 6:05
10. "Scarred" - 11:00
11. "Space-Dye Vest" - 7:29


Músicos:


Mike Portnoy – Bateria
John Petrucci – Guitarra, violão
Kevin Moore – Teclado
James LaBrie – Vocal
John Myung – Contrabaixo


Dream Theater:


Dream Theater é uma banda de metal progressivo oriunda dos Estados Unidos e formada em meados dos anos 80. Tornaram-se numa das bandas do movimento progressivo mais bem sucedidas desde o auge do rock progressivo em meados dos anos 70.

A banda é conhecida pela qualidade técnica de cada um de seus integrantes, tendo ganhado vários prêmios por revistas especializadas. São muito respeitados por grandes nomes do rock e metal, tendo colaborado com vários outros músicos de renome. Em um exemplo famoso, John Petrucci foi nomeado como o terceiro guitarrista do G3, juntamente com Steve Vai e Joe Satriani, seguindo a trilha de guitarristas como Eric Johnson, Robert Fripp e Yngwie Malmsteen.

Dream Theater também é conhecido por sua versatilidade em estilos musicais, o que tornou possível à banda entrar em turnê com diversas bandas, que incluem Frank Zappa, Deep Purple, Emerson Lake & Palmer, Iron Maiden, Joe Satriani, Marillion, Kansas, In Flames, Pain of Salvation, Porcupine Tree, Queensrÿche, Fear Factory, Enchant, Symphony X, Pink Floyd, Yes e Rush.


Awake:


Ah, o Dream Theater...

Minha história com a banda norte americana é peculiar, sem dúvida. Uma relação, por assim dizer, de "Quase amor e quase ódio" (risos).

À época em que tive meus primeiros contatos musicais com a banda, devo salientar, eu era extremamente radical quanto à música, de uma maneira geral; extremamente preconceituoso (até com música boa, veja vocês). E os descobri como muita gente os descobre; Por sua principal influência ser o Rush. A título de curiosidade, se há algum leitor que não me conheça, minimamente falando, minha banda favorita, é o RUSH; mas tarde vocês vão descobrir o por que.

Enfim, minha primeira audição quanto a música do Dream Theater foi o álbum que escrevo sobre hoje; Awake. Em meados de 2004, aproximadamente, a explosão musical e a descoberta das maravilhas proporcionadas por esta tomavam conta de minha vida; e eu era (sou, numa proporção bem menor hoje em dia, diga-se de passagem) absolutamente fã de música progressiva. Porém, não gostei de Dream Theater imediatamente. Muito ao contrário; desgostei bastante da banda (risos). E os esqueci por muito e muito tempo... até resolver dar uma segunda chance a sua música; e, confesso, gostei de muita coisa que ouvi.

Para começarmos a dissertar sobre Awake, primeiramente, gostaria de ressaltar sua principal qualidade e peculiaridade, na minha modesta opinião: O tratamento de áudio.

Quando me formei em áudio pela Faculdade & Conservatório Musical Souza Lima, meu trabalho de conclusão de curso foi baseado justamente em Awake. Uma gravação muito bem executada (como, indiscutivelmente, é sempre realizada pelo Dream Theater), uma mixagem perfeita e uma masterização impecável; tudo extremamente bem balanceado, nítido, brilhante e claro; coloco Awake no mesmo patamar do disco "Balance" do Van Halen e apenas um pouco abaixo (o que é mérito, absolutamente) do "Black Álbum", do Metallica. Quando trabalhei com áudio, Awake funcionava para mim como a bíblia funciona para um católico, o vademecum para um advogado, enfim; minha cartilha fundamental para afinar sistemas de P.A., mixar trabalhos realizados e assim por diante.

Outro ponto que merece ser destacado em Awake são seus arranjos; à época, diferentemente dos discos atuais do Dream Theater (lembrando sempre que na minha opinião) os integrantes da banda ainda não brigavam por destaques individuais; a música vinha em primeiro lugar (maior prova disso é seu disco anterior; Images and Words), o que é sinônimo, caros amigos, de música inteligente. Ouvíamos um Mike Portnoy e um John Petrucci inspirados, criativos; um John Myung técnico na medida (como, creio eu, é até hoje; o músico mais regular, por assim dizer, da banda) um James Labrie dentro de suas reais possibilidades vocais e, fundamentalmente, um tecladista do porte de Kevin Moore. Kevin é, na minha modesta opinião, o melhor tecladista que o Dream Theater já teve. Com a melhor escolha de timbres, o mais musical, enfim, o melhor. E Awake é seu ápice; sinto muita falta da sonoridade de Moore na música posterior e atual do Dream Theater. Enfim.

Por fim, destaco em Awake a melhor música de toda a carreira do Dream Theater; Erotomania. Com um timbre estarrecedor de teclado, uma bateria somando (e não subtraindo) a música, e um John Petrucci, absolutamente, brilhante, creio que Erotomania é o ápice musical da banda.

Hoje em dia, creio, a banda há muito se perdeu. Mike Portnoy deixou de compor música para compor barulho, John Petrucci perdeu toda sua inspiração e assim por diante. Sem contar todos os ataques de estrelismo de Portnoy, o que culminou em sua saída da banda. Atualmente, creio, a banda luta para se reencontrar; e espero que isso aconteça, pois Awake, Images and Words e em mais alguns lampejos de criatividade, o Dream Theater como um todo fora um grande compositor de música inteligente.


Vídeo:




Download:




Referências Bibliograficas:





Enjoy!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Perpetual Motion - Dave Weckl Band



Perpetual Motion - Dave Weckl Band


Track List:


1. "Double Up" - 5:36
2. "Child´s Play" - 6:22
3. "Mesmer Eyes" 4:30
4. "Skiyper" - 5:51
5. "Oasis" - 5:21
6. "7th Sense" - 7:20
7. "Overdrive" - 4:48
8. "12 Acres" - 6:24
9. "Slingshot" - 6:00
10. "Beacon" - 6:04
11. "Tiempo de Festival" - 5:13


Músicos:


Dave Weckl - Bateria e Percussão
Brandon Fields - Saxofone
Steve Weingart - Piano e teclados
Tom Kennedy - Contrabaixo


Dave Weckl:


For more than 25 years, Dave Weckl has developed and maintained a reputation among fans, peers, and the international music community as one of the great living drummers. For this, he has received numerous accolades and honors; Modern Drummer inducted Dave into their Hall of Fame and named him "one of the 25 best drummers of all time."

But these honors, in addition to many more bestowed by the music community, are the product of Dave's undying commitment to making great compositions. Dave's incredibly dynamic and diverse drumming, which has inspired musicians worldwide, is built on a solid foundation of knowledge and respect for music.

Born in St. Louis Missouri, January 8th, 1960, to a mother who loved music and a father who played the piano as a hobby, Dave started playing drums around the age of 8.

During his high school years, Dave received many awards from the NAJE (National Association of Jazz Educators) for outstanding performances in his high school's competition-winning jazz band. He was involved with numerous local groups from a very young age while studying with St. Louis-area teachers Bob Matheny and Joe Buerger.

At age 16, Dave began to work professionally with local pop and jazz groups. In 1979, he moved to the East coast to study music at the University of Bridgeport in Connecticut. At just 19 years of age, Dave was getting recognized.

While playing the club scene in New York City with a band called Nite Sprite, Dave started to receive accolades from established studio musicians such as Steve Kahn, Michael Brecker, and especially drumming great Peter Erskine. It was Peter who recommended Dave for his first 'big gig' in town with a group called French Toast, forerunner to the Michel Camilo band, which has been recorded quite extensively over the years.

From this group, legendary bassist Anthony Jackson recommended Dave for the prestigious Simon and Garfunkel reunion tour in 1983. After this tour, it was not long before Dave was regularly being called for radio and TV jingles, sound track sessions, and top recording dates with such artists as George Benson, Peabo Bryson, Diana Ross, and Robert Plant, to name a few.

In 1985, Michael Brecker suggested to Chick Corea that he look into Dave's services for his new Elektric Band. That was the beginning of a seven year relationship with both the Elektric and Akoustic Bands, where nine recordings and three videos were produced, including a Grammy for the first Akoustic Band release.

The Elektric Band showcased Dave's cutting-edge drumming and innovative use of electronic and acoustic drums, bringing him world-wide recognition. Though the Elektric Band went on a 10-year hiatus in the early '90s, the band is once again touring from time to time. It also released a 17-part conceptual album entitled "To The Stars" in mid-2004.

As a solo artist, Dave has recorded and produced nine recordings to date, including GRP/MCA solo releases Masterplan, Heads Up, and Hardwired. In 1998, Dave realized his long-time goal of forming a world-touring band. The Dave Weckl Band released five studio records, including: Rhythm Of The Soul, Synergy, Transition, Perpetual Motion, and Multiplicity. The band also released a hot live album, LIVE (and very plugged in) and a compilation of DWB and instructional videos entitled The Zone.


Perpetual Motion:


Vide texto acima, caros amigos blogueiros / leitores,  é notável meu grandioso entusiasmo quando falo deste peculiar baterista; quando falo de Dave Weckl. Quem me conhece, sabe; Sou absolutamente fã da música deste brilhante baterista.

Concomitantemente ao meu descobrimento quanto a fantástica Chick Corea & Elektric Band, veio, por conscequência, meu descobrimento quanto à música de Dave Weckl; Weckl é baterista de Corea em diversos trabalhos. E, em suma, é graças também a este que resolvi me tornar baterista.

Considero Dave um dos dez maiores bateristas de todos os tempos; quem conhece seus trabalhos, sabe. Weckl é "O CARA" no Fusion e, muito provavelmente, um de meus três bateristas favoritos (ao lado de Neil Peart e Gavin Harrison).

E em um de seus últimos trabalhos de estúdio com sua banda própria, a Dave Weckl Band, eu foquei o meu post de hoje no Planeta Música Inteligente;  Creio que Perpetual Motion, caríssimos amigos, em se tratando de sua carreira solo, é seu melhor trabalho até então; tanto como baterista quanto, principalmente, como compositor.

Perpetual Motion traz em essência o aprimoramento de Weckl quanto a técnica circular de Moeller, e isto fica absolutamente claro em, praticamente, todas as músicas do disco; sua criatividade é notável.

Ao amigo leitor menos familiarizado, a técnica circular de Moeller traz em essência dois conceitos fundamentais: A visão da bateria como um todo e a redução do esforço físico para a melhor performance do baterista. Aos adeptos de tal técnica, notamos que a configuração e posicionamento das peças da bateria seguem um mesmo padrão; essencialmente, com o prato de condução (ride) em uma posição quase frontal com o músico. Dave Weckl estudou, como muitos outros bateristas, com o mestre Fredie Grubber; um dos maiores "treinadores", por assim dizer, quanto a técnica circular de Moeller e, todos aqueles que estudam tal técnica, se reciclam; podemos citar aqui, por exemplo, Neil Peart, Kiko Freitas, Steve Gadd, além deWeckl; Em Perpetual Motion, a percepção circular utilizada é absolutamente notável.

Outro ponto interessantíssimo a se destacar em Perpetual Motion é a ênfase que Dave Weckl aplica em seus grooves. Este grande baterista sempre fora intensamente questionado com relação aos seus grooves; como "solista", por assim dizer, sempre foi inquestionavelmente um dos melhores do mundo ou de todos os tempos; mas, com relação aos grooves, fora considerado, constantemente até, ora como pouco criativo, ora até como displicente. Pois bem, Perpetual Motion, em muitos momentos, funciona bem como um cala a boca quanto a esse tipo de crítica; a última faixa do disco, "Tiempo de Festival", não me deixa mentir. A essência da música de Weckl tem como principal influência, estruturalmente falando, a música de Chick Corea; que dá prioridade à música, deixa os outros instrumentistas também aparecerem e, na hora certa, quando a música pede, tem seu próprio momento de brilhantismo.

Isto, meus amigos, é música inteligente.
Enfim, caros amigos, Dave Weckl é escola para todo e qualquer baterista que queira ser, minimamente, notável; sua música inspirou diversos outros bateristas ao redor do mundo não por acaso. Um excelente exercício para os ouvidos, sem dúvidas.

E ao amigo não baterista, por favor, não deixe de ouvir Dave Weckl; pois, antes de baterista, Weckl é compositor; e, fundamentalmente, compositor de Música Inteligente! 


Vídeo:




Download:


Dave Weckl Download; Clique Aqui!


Referências Bibliográficas:


Dave Weckl Home Page



Bons estudos!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Crash - Dave Matthews Band




Time Out - Dave Mathews Band


Track List:


1."So Much to Say" – 4:06
2."Two Step" – 6:27
3."Crash into Me" – 5:16
4."Too Much" – 4:22
5."#41" – 6:39
6."Say Goodbye" – 6:12
7."Drive In, Drive Out" – 5:55
8."Let You Down" – 4:07
9."Lie in Our Graves" – 5:42
10."Cry Freedom" – 5:54
11."Tripping Billies" – 5:00
12."Proudest Monkey" – 9:11


Músicos:


Carter Beauford — Bateria e Percussão
Stefan Lessard — Contrabaixo
Dave Matthews — Violão e vocais
LeRoi Moore — Saxofone e Flauta
Boyd Tinsley — Violino

Músico convidado:

Tim Reynolds - Guitarra


Dave Matthews Band:


Dave Matthews Band, sometimes shortened to DMB, is an American jam band formed in Charlottesville, Virginia in 1991. Founding members were singer-songwriter and guitarist Dave Matthews, bassist Stefan Lessard, drummer/backing vocalist Carter Beauford and saxophonist LeRoi Moore.

Moore died suddenly in August 2008 due to complications from an ATV accident. Boyd Tinsley was added to the band as a violinist soon after the band was formed. Grammy Award-winner Jeff Coffin, of Béla Fleck and the Flecktones, has since filled Moore's spot as the band's saxophonist. Rashawn Ross and Tim Reynolds have also become full-time touring members of the band. With musicians who each have roots in differing genres, including jazz, classical, soul, rock, bluegrass, and hip-hop, the band has come together to create an eclectic sound which has earned them fans from a variety of quarters. As of 2010, Dave Matthews Band have approximate sales between 30 and 40 million copies worldwide.

The band is known for their annual summer-long tours of the US and Europe, featuring lengthy improvisational renditions of their songs, accompanied by an elaborate video and lighting show. This portion of the tour has become a stamp of DMB and has grown with the band since Fenton Williams began in the early 1990s.After twenty consecutive years of touring the band announced that it is going to take the summer of 2011 off.

The band's most recent album, Big Whiskey and the GrooGrux King (the first since Moore's death) debuted at number one on Billboard 200, giving the band their fifth consecutive number one debut, making them the second band behind Metallica to do so.

The band has won one Grammy Award, and was awarded the NAACP Chairman's Award. According to Julian Bond, "they sell out the largest arenas on Earth, but frequently give their music away."



Crash:


Caros amigos leitores,

Como vocês puderam reparar, já há duas semanas (mais especificamente há dois sábados) não publico meus textos sobre música inteligente em meu humilde e tão amado espaço; devido ao feriado prolongado municipal da cidade de São Paulo, por motivos de força maior e, fundamentalmente, por acreditar que também sou filho de Deus, excepcionalmente, não tive a oportunidade de atualizar o Planeta Música Inteligente. Sábado que vem e assim respectivamente, ao menos assim espero, tudo volta ao normal. Por ora, enfim, vamos em frente!

Após alguns posts seguidos tratando fundamentalmente de Jazz e Fusion, hoje, talvez, sairemos um pouco de tal contexto; a banda homenageada de hoje é a eclética Dave Mathews Band!
A título de curiosidade, atualmente, a Dave Matthews Band é uma de minhas cinco bandas favoritas; minha "fase" musical atual é constantemente preenchida com sua música. E "Crash", como não poderia deixar de ser, é meu álbum de estúdio favorito dos caras. Acreditem-me; em se tratando da Dave Mathews Band, é dificílimo escolher citar entre estúdio e ao vivo; suas execuções no palco são, assim como em estúdio, surreais. Outrora, talvez, eu escolha algum de seus trabalhos ao vivo para futuras citações; mas, por ora, vamos ao Crash!

O que mais me chama a atenção na Dave Matthews Band é seu ecletismo; é impressionante como seus músicos, vide suas origens, sabem trabalhar bem em diferentes linguagens e estilos musicais; é absolutamente notável a qualidade e sensibilidade da música negra (que sou grande fã e entusiasta) na banda; sua música é, além de muito bem trabalhada e executada, muito sensitiva. E no álbum inteiro tais peculiaridades são, absolutamente, notáveis.

Caros amigos leitores e apreciadores de boa música, vocês muito provavelmente concordarão comigo; um dos principais conceitos de música inteligente, na minha opinião, é o fato de não ser possível classificá-la. E esse é um dos princípios claros na música de Dave Matthews; jamais consegui rotulá-la, o que, particularmente falando, acho, entre outras coisas, bárbaro. Alguns elementos da banda são atípicos na música popular (porém no sentido comercial da mesma); só para citar o exemplo claro, há saxofonista e violinista na mesma.

De todos os conceitos presentes na sonoridade da banda, Crash é o álbum que, na minha opinião, sintetiza melhor sua essência musical. Há sensibilidade, há muita musicalidade, há técnica, há misturas de estilos musicais gerais, tais como funk, soul, reggae, rock e assim por diante; Só ouvindo para entender. Músicas como Crash Into Me, Drive In / Drive Out, Lie in Our Graves e assim por diante estão entre as melhores compostas em toda a carreira da banda; Crash, em suma, é constantemente classificado como melhor trabalho em estúdio da banda (e eu assino em baixo).

Meu destaque individual na banda e no disco vai para o grande baterista Carter Beauford; um dos melhores bateristas do mundo, sem dúvida. Extremamente técnico, Beauford é, na mesmíssima medida, extremamente musical. Seus domínios em polirritmia (independência motora) são, sem exagero, únicos; Mas o que consegue ser ainda mais notável é como o mesmo sabe arranjar sua percussão com a música de Dave Matthews; o entrosamento entre Beauford e o resto da banda é fantástico e quase telepático.

A credibilidade da banda de Dave Matthews é tanta que, em diversos trabalhos ao vivo, os músicos que fazem participações com os mesmos são do mais alto nível; como, constantemente, Victor Wooten (meu contrabaixista favorito).

Enfim, ao leitor apreciador da Boa Música Inteligente, considero Dave Matthes Band de fácil acesso, contendo tanto belíssimos exercícios auditivos quanto música para, simplesmente, admirar a textura sem se preocupar com a forma; em suma, altamente recomendável!


Vídeo:




Download:


Crash; Clique Aqui!


Referências Bibliográficas:


The Free Encyclopedia



BOA DIVERSÃO!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Time Out - Dave Brubeck Quartet, The



Time Out - Dave Brubeck Quartet, The


Track List:


Lado 1:

1." Blue Rondo à la Turk " – 6:44  
2."Strange Meadow Lark" – 7:22
3." Take Five " – 5:24

Lado 2:
 
4."Three to Get Ready" – 5:24 
5."Kathy's Waltz" – 4:48 
6."Everybody's Jumpin' " – 4:23 
7."Pick Up Sticks" – 4:16


Músicos:


Dave Brubeck - Piano
Paul Desmond - Saxofone Alto
Eugene Wright - Contrabaixo
Joe Morello - Bateria


Dave Brubeck Quartet:


O The Dave Brubeck Quartet foi um quarteto de jazz, formado em 1951, por Dave Brubeck.
Durante muito tempo, o quarteto tocou no clube Blackhawk, em São Francisco , tendo ganho grande popularidade em concertos dados em escolas. Gravaram diversos álbuns, dos quais se destacam Jazz at Oberlin, Jazz Goes to College e Jazz Goes to Junior College.

Em 1958, após diversos membros, o quarteto assumiria a sua formação clássica, com Dave Brubeck, Paul Desmond, Joe Morello e Eugene Wright.

Um dos pontos altos do grupo, foi o seu clássico álbum ao vivo, de 1963, At Carnegie Hall, descrito pelo crítico Richard Palmer como sem dúvida o melhor concerto de Dave Brubeck.
O Quarteto de Dave Brubeck acabou em 1967, embora se tenham reunido em 1976, por ocasião do seu 25º aniversário.


Time Out:


Caros amigos leitores!

Hoje, aqui no Planeta Música, seguiremos falando de jazz e dos grandes jazzistas de todos os tempos; conheçam mais um de meus discos favoritos: Time Out, do gênio Dave Brubeck e seu quarteto!

Dave Brubeck, sem sombra de dúvidas, entra no meu "Top 5" de jazzistas preferidos; ficando atrás, talvez e apenas de Chick Corea e John Coltrane (Miles Davis também; mas o admiro principalmente por outros aspectos do que como solista; ainda tratarei isso em meu blog posteriormente), enfim.

O que mais se destaca neste brilhante pianista é sua visão; o considero um músico / compositor muito a frente de seu tempo. O mesmo, ainda que formado na University of the Pacific, em Stockton na Califórnia, acreditem-me, não sabe ler nem escrever partitura. E não que eu creia que isso, de uma maneira geral, seja mérito; não. Um grande amigo meu e profundo conhecedor musical diz que o primeiro passo para se aprender música é se alfabetizar, ou seja, saber ler e escrever partitura; ainda usa como analogia que "um músico sem saber ler e escrever partitura é o mesmo que um professor de história não saber ler e escrever português" e, talvez não com o mesmo radicalismo, ainda assim concordo com ele. Mas, o que quero dizer é que, Brubeck é um grandioso gênio no que diz respeito a harmonia e contraponto, por exêmplo, tem grandes influências eruditas e, fundamentalmente, é um grande compositor; aparentemente, o mesmo encontra-se tão a frente de seu tempo que, no caso específico de Brubeck, não ser possuidor de grandes conhecimentos teóricos torna-se irrisório.

Em "Time Out" fica absolutamente clara a visão á frente, particular e peculiar de Brubeck e de seu quarteto como um todo; o disco, à sua época, é considerado inovador. Ainda que tenha sido duramente criticado no ano de sua estréia, em 1959, é hoje em dia considerado um dos maiores clássicos do jazz de todos os tempos; a maior prova disso é que pode-se achar (como eu já achei diversas vezes) o cd Time Out à venda em "baciões" de grandes e populares redes de supermercados; junto com, por exemplo (e espero que esta seja a última vez que "sujo" meu blog com esse tipo de "música" - risos) "Aviões do Forró"  e a preço de banana.

O disco é considerado inovador à sua época por ser um dos primeiros trabalhos populares a abordar uma métrica musical tão complexa e, tornando-me redundante, é óbvio, fundamentalmente diferente do que se ouvia na época. As fórmulas de compasso utilizadas em quase todas as músicas que constam no disco são bem distintas das usuais, sem dúvida. Constantemente são utilizados compassos compostos e compassos complexos, tais como o 5/4 em "Take Five" e o 9/8 em "Blue Rondo à la Turk" que, não por acaso, são minhas músicas favoritas do disco (e esta primeira, Take Five, uma de minhas favoritas de todos os tempos).

Outro ponto forte a se destacar em Time Out são suas convenções e variações de temas, especialmente esta última, também mais atípica à época. Dave Brubeck trata com uma sensibilidade as variações temáticas de suas composições que desconcertariam qualquer músico que não conhecesse sua linguagem musical; o que enaltece ainda mais as qualidades do quarteto, é impressionante a sintonia quase telepática entre brubeck e, especialmente, Paul Desmond e Joe Morello.

Meu destaque individual do disco, além de Brubeck, é claro, é Joe Morello; em se tratando de jazz clássico, é um de meus bateristas favoritos, sem sombra de dúvidas (ficando atrás apenas dos gênios Buddy Rich e Gene Krupa). Ao baterista que pretende estudar e entender a linguagem musical do jazz, Morello é fonte riquíssima de aprendizado.

Por fim, considero Time Out uma obra prima por se tratar de um disco absolutamente completo; Muito bem executado, musical ao extremo, prazeroso de se ouvir, inovador à época e, fundamentalmente, por se tratar de um ótimo exercício para os ouvidos. Aos leitores familiarizados ou não com o tradicional método de ensino rítmico e ditado musical "Pozzoli", uma excelente forma continua de aprendizado rítmico / teórico musical é Time Out; até contraditoriamente falando, pensando na forma autodidata da Brubeck, enfim.

Audição indispensável ao ouvinte de música de qualidade, este Time Out, da fantástica Dave Brubeck Quartet!


Vídeo:




Download:


Time Out; Clique Aqui!



Referências Bibliográficas:


All About Jazz





Bom exercício!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Beneath the Mask - Chick Corea & Elektric Band




Beneath the Mask - Chick Corea & Elektric Band



Track List:


1.  Beneath the Mask  -  3:33
2.  Little Things That Count  -  3:50   
3.  One Of Us Is Over 40  -  4:57  
4.  A Wave Goodbye  -  4:46   
5.  Lifescape  -  5:12 
6.  Jammin E. Cricket  -  6:54   
7.  Charged Particles  -  5:21   
8.  Free Step  -  7:47 
9.  99 Flavors  -  3:56  
10. Illusions  -  9:45


Músicos:


Chick Corea - Pianos, teclados e afins
Eric Marienthal - Saxofone
John Patitucci - Contrabaixo
Frank Gambale - Guitarra
Dave Weckl - Bateria


Elektric Band:


Caros amigos leitores, perdoem-me.

Toda e qualquer citação por eu pesquisada na internet que se referia a brilhante Elektric Band de Corea não faz jus a suas enormes qualidades e riqueza musical. Logo me senti envergonhado em colocar conteúdos que julguei tão paupérrimos, enfim. De modo que dessa vez vamos sem referências bibliográficas no tópico que trata o contexto histórico do artista (e nos tópicos posteriores, nos quais uso tanto a linguagem em caráter emotivo que raramente me utilizo de tais referências) e vamos que vamos!

Considero o trabalho de Chick Corea com a Elektric Band o mais criativo de toda sua brilhante carreira. É óbvio que é difícil citar um trabalho mais brilhante vide a vastíssima bagagem musical de Corea; porém, o considero "O CARA" no fusion (opinião pessoal) e acho justamente a Elektric Band seu trabalho mais maduro, por assim dizer, no estilo.

Atualmente, a Elektric Band de Corea conta com apenas 7 discos de estúdio, sendo que seu disco de estréia é de 1986, auto-intitulado. Durante toda a carreira da banda, alguns discos em específicos tratam de determinados temas e linguagens musicais de forma mais efetiva e especifica, já outros abordam tantas temáticas musicais com arranjos tão perfeccionistas que tornam a banda um projeto híper bem sucedido; se não do ponto de vista comercial sem dúvida do musical (que, para nós, apreciadores de boa música, é só isso o que importa).

Posteriormente em meu blog tratarei da fantástica banda "Return to Forever" ( banda esta antecessora a Elektric Band), mas hoje tratarei de meu projeto favorito deste magnífico músico... portanto, vamos ao disco!



Beneath the Mask:


Em suma, o disco que mudou minha vida. Sem exageros. Ainda me lembro com clareza da primeira vez que ouvi Beneath the Mask; estava eu, no Rio Grande do Sul, no início do ano de 2005 (novamente, a título de adendo, refresco-lhes a memória citando minha pouca idade; a explosão musical na minha vida ocorreu efetivamente na década de 2000), à época (e até os dias de hoje, sem dúvida) querendo conhecer absolutamente TUDO o que dizia respeito a música de qualidade. Ouvia rock progressivo em doses exageradas, já conhecia um conteúdo considerável do estilo e, por várias vezes, vira Beneath the Mask no discman (e agora aos leitores mais novos pareço um velho - risos) de meu irmão sem nunca dar muita atenção ao mesmo (com exceção ao nome da banda que já me chamara a atenção nos primeiros contatos). Logo que meu irmão Emanuel se mudara para o Rio Grande do Sul levou consigo quase todos seus cds e, quando cheguei por lá, não perdi tempo em ouvir o que ainda não conhecia... até resolver dar uma chance ao tal "Beneath the Mask" que por tanto tempo vira em seu discman.

Pois bem, o disco já começa com uma frase de bateria absurda e aquilo, não é para menos, já me desmontara completamente. Jamais havia ouvido algo tão diferente, tão estranho e, fundamentalmente... tão bom, tão, enfim, perfeito. À época considerava a música progressiva como o supra-sumo da música popular no que dizia respeito a técnica musical, mas quando ouvi o que logo depois descobri ter a denominação de "Fusion", me fizera mudar drasticamente meus valores musicais (ainda que momentaneamente, é claro; posteriormente, voltei a dar grande valor a todos os estilos musicais que, fundamentalmente, apresentam qualidade de conteúdo). Ainda que não faça tanto tempo assim, caros leitores, a informação hoje em dia é absolutamente mais dinâmica do que há 6 anos atrás, logo, era muito mais difícil do que nos dias de hoje. Descobrir mais sobre a Elektric Band, sobre Fusion, sobre seus músicos, não era uma missão de cinco minutos, como temos alcance nos dias de hoje, enfim.

Ao leitor menos familiarizado, o fusion é um gênero musical que consiste na mistura do jazz com outros estilos, como por exemplo o rock, o funk, o R&B e afins. O estilo começou com músicos de jazz que misturam as formas, técnicas e linguagens de jazz aos instrumentos elétricos do rock, aliados à estrutura rítmica da música popular afro-americana, tais como o soul music, o rhythm and blues e assim por diante. O mesmo surgiu com força na década de 70, principalmente com Miles Davis e seu pupilo à época, não por acaso, o próprio Chick Corea.

Nota-se, por fim, que os músicos de Fusion possuem linguagem e técnica musical absolutamente ampla, que aborda diversos estilos musicais que, num primeiro contato, chega a ser assustador, até; nunca ouvira nada que chegasse perto daquilo. E a paixão foi momentânea. Lembro com clareza que fiquei noites sem dormir ouvindo aquelas convenções dificílimas, aqueles arranjos perfeitos, as melodias esquisitas e as harmonias bizarras (risos) de Beneath the Mask.

Logo foi com Beneath the Mask que decidi virar músico, baterista mais especificamente falando. Posteriormente e muito em breve, vou tratar da carreira solo do baterista da Elektric Band, Dave Weckl, portanto me aprofundarei mais em sua música futuramente. Mas não posso deixar de aqui citar o mesmo. Meu maior herói e fonte de inspiração naquela época (e até os dias de hoje, muito provavelmente) era Neil Peart, baterista do Rush, é claro. O achava, no auge de minha ignorância no início de minha idade adulta, o músico e instrumentista insuperável, o melhor baterista de todos os tempos, enfim; logo fui quebrando tais conceitos formados. Fundamentalmente, Dave Weckl (e todos os outros músicos da Elektric Band) me mostrava que quando o músico / instrumentista é acima da média, o mesmo encontra-se, também, acima de qualquer comparação; logo não existem melhores nem piores, existem preferenciais musicais. Foi então que comecei a entender (eu acho) toda a simplicidade da música; o que importa é o que você, individualmente falando, sente ao ouvi-la. Dave Weckl é tão técnicamente absurdo e musicalmente brilhante que me fez querer ser igual a ele (hoje em dia, é claro, busco minha própria identidade, mas as citações nostálgicas nunca são demais, risos), tanto é que, no meu primeiro dia de aula de bateria, virei ao meu professor e disse: "me ensine a ser Dave Weckl". Se querem saber se obtive sucesso? Até hoje quando o ouço, logo penso: "hoje vai ter fogueira lá em casa..." mas, por fim, ainda não tive coragem de incendiar minha bateria, não.

Por fim, vai meu destaque individual do disco: A música "Illusions", que fecha o mesmo. Impressionante. São tantos temas envolvidos, são tantas variações, são tantas diferentes linguagens musicais abordadas... que, absolutamente, dispensa comentários. Até hoje, confesso-lhes; Illusions é minha música favorita de TODOS OS TEMPOS. É mole???

Enfim, é dificílimo descrever Beneath the Mask, logo, só o que me resta fazer é recomendar-lhes, caros leitores. E espero, encarecidamente, que tal disco mude vossas vidas assim como mudou a minha!


Vídeo:


Illusions Live!


Download:


Beneath the Mask - Clique Aqui!





Boa "Degustação"!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Live from the Blue Note Tokyo - Chick Corea & Akoustic Band


Live from the Blue Note Tokio - Chick Corea & Akoustic Band



Track List:


1.   "Humpty Dumpty"  -  8:51   
2.   "New Waltse"  -  11:32   
3.   "With a Song in My Heart"  -  8:45   
4.   "Chasin' the Train"  -  11:06 
5.   "Summer Night"  -  10:16 
6.   "Tumba"  -  12:30 
7.   "Autum Leaves"  -  9:26   

Músicos:


Chick Corea - Piano acústico e elétrico
John Patittuci - Contrabaixo Acústico
Vinnie Colaiuta - Bateria


Chick Corea:


Armando Anthony "Chick" Corea (Chelsea, 12 de junho de 1941) é um pianista e tecladista de jazz norte-americano e um compositor bastante conhecido por seu trabalho na década de 1970 no gênero chamado jazz fusion, apesar de ter contribuições significativas para o jazz tradicional.

Participou da criação do movimento electric fusion como membro da banda de Miles Davis na década de 1960, e, nos anos 1970, fez parte do grupo Return to Forever.

Continuou a buscar outros colaboradores e a explorar vários estilos e gêneros musicais nos anos 1980 e 1990. Entre os pianistas de jazz, Corea é considerado um dos mais influentes, desde Bill Evans (junto com Herbie Hancock, McCoy Tyner e Keith Jarrett). Também é conhecido por ser um promotor da cientologia.


Live from the Blue Note Tokio:


Caros leitores,


Um felicíssimo ano novo para nós! E uma década repleta de sucesso, também!

E voltamos ao jazz!
Conheçam, caros amigos leitores, meu "jazzista" favorito: Armando Anthony Corea, vulgo Chick Corea. É dificílimo eleger, num ramo musical tão absolutamente vasto e com tantos músicos de qualidade como o jazz (e todas suas inúmeras vertentes), com músicos tais do porte, por exemplo, de Miles Davis (meu segundo favorito), John Coltrane, Herbie Hancock e afins um músico que ganhe sua preferência; porém, desde que ouvi Corea pela primeira vez, tive tal certeza; tecnicamente brilhante, pupilo de Miles, músico de primeiríssima linha, Corea é completo e considero grande parte de sua carreira como perfeita.

Conhecemos aqui, um de seus vários projetos musicais; a Akoustic Band, de sonoridade mais simples e direta e que, fundamentalmente, explora o jazz contemporâneo, enfim. Talvez a Elektric Band (que representa seu amadurecimento no FUSION) ainda seja meu projeto favorito de Corea (e no qual retratarei na próxima semana); mas a Akoustic Band, sem dúvida, não fica atrás tanto em musicalidade quanto em meu gosto pessoal.

Minha escolha para o primeiro dia e sábado do ano foge um pouco a filosofia dos últimos discos que venho trabalhado; Os projetos anteriores eram de caráter mais pretensioso, grandes produções, vários músicos envolvidos e afins; O "live from the blue note tokyo" foge completamente a tal filosofia de trabalho; a própria idéia da Akoustic Band de Corea foge ao preciosismo e megalomania; é jazz. Ainda que mais puxado para o contemporâneo e com influências eruditas, é jazz. Se olharmos o texto acima, o disco conta apenas com três músicos / instrumentistas; piano, contrabaixo e bateria.

Pois bem, a primeira peculiaridade que gostaria de destacar do disco é sua maneira simples de gravação; como toda gravação de jazz que se preze, a mesma conta apenas com uma captação de áudio simples; a mixagem e masterização, cada qual por sua vez e respectivamente, são ainda mais simples; sem a utilização de inúmeros periféricos, em especial dos "estabilizadores de dinâmica", em especial do compressor e gate.

Ao leitor menos familiarizado com tais termos e recursos de áudio acima citados, deixe-me explicar-lhes (ou tentar, enfim): Em diversos estilos musicais (e aqui prefiro não exemplificar para não causar ainda mais polêmica), muitos músicos não tem noção de dinâmica musical, ora por falta de estudos ora por falta de um orientador,  portanto, existem N recursos de áudio hoje em dia que tem por principal objetivo estabilizar tais dinâmicas musicais; Por outro lado, ainda que não como via de regra mas certamente em se tratando de uma maioria, os músicos de estilos mais requintados, tais quais como jazz e música clássica especialmente, estudam, além de métodos técnicos para seu instrumento musical, dinâmica (em especial por treino de percepção); sendo assim, a utilização de tais recursos de áudio torna-se, além de nula (como deve ser), um "assassinato", por assim dizer, a toda musicalidade de seus instrumentistas. Tanto é que, numa gravação de jazz (isto falo eu que já realizei algumas), a captação da gravação é feita ao vivo, impreterivelmente. Todos os músicos gravando juntos, explorando sua musicalidade e inspiração momentânea; esta é a filosofia histórica do estilo. Overdubs e afins muito raramente são utilizados, concomitantemente.

Em suma, o segredo para um bom resultado de produção em se tratando de jazz, tanto uma gravação realizada em estúdio ou ao vivo, é única e exclusivamente deixar a coisa toda acontecer; quem manda são os músicos, invariavelmente. É óbvio que a utilização de equipamentos de captação de áudio e, posteriormente, timbres com sonoridade mais vintage ajuda no "clímax" de sua enorme riqueza atemporal; porém, mais do que isso, estraga.

Live from the blue note tokyo é simples, é música pura e toda as atenções são voltadas única e exclusivamente para isto. Alias, perdoem-me; simples é blasfemar, por absoluto, toda sua enorme riqueza musical. Tal disco é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores que já ouvi na vida; apenas três músicos realizando um trabalho tão brilhante, tão único que, considero um disco acima de qualquer comparação.

A riqueza de seus improvisos, convenções, melodias, harmonias... são absolutamente embasbacantes. Chick Corea, por sua vez, é novamente brilhante; creio que sua principal qualidade como músico, especificamente falando (e não como instrumentista), é sua capacidade de saber a hora de aparecer e a hora dos outros aparecerem. Para mim, não há nada mais admirável do que um músico com esse tipo de percepção; traço esse tipo de parâmetro em comparativo entre um outro projeto de Corea, este meu preferido, a Elektric Band e, por exemplo, uma banda de "Metal Progressivo" (e aqui novamente não farei citações nominais específicas para evitar polêmicas e divergências de opiniões). Além dos músicos do Corea serem do mais alto padrão musical, todos eles sabem a hora de aparecer e a hora de deixar os outros aparecerem; já outras inúmeras bandas do estilo acima citado, aparentemente, vivem uma guerra de egos, inúmeros conflitos musicais e, fundamentalmente, um querendo aparecer mais do que o outro. Mora aí, caros amigos leitores, a diferença entre um bom MÚSICO (aquele que, além de bom instrumentista sabe a hora dos outros aparecerem) e INSTRUMENTISTA (músico que não tem sensibilidade para deixar os outros aparecerem). O Live from the Blue Note Tokyo dá um banho de musicalidade nesse sentido, uma verdadeira aula, sem dúvida.

Por fim, faço um destaque individual (se é que isso é possível) do disco; a presença de Vinnie Colaiuta na bateria. Não há baterista mais versátil do que Colaiuta na música popular; seus trabalhos vão, por exemplo, de Chick Corea há Megadeth. Os dois trabalhos anteriores de Corea com a Akoustic Band contam com Dave Weckl na bateria (assimo como na Elektric Band, também); e, embora este seja um de meus três bateristas favoritos de todos os tempos, creio que em se tratando de jazz, Colaiuta toca com maior maestria do que Weckl, na minha modesta opinião, é claro.

Ao ouvinte de música de qualidade e de jazz, audição única e absolutamente indispensável; este é "Live from the Blue Note Tokyo" de Armando Anthony Chick Corea com sua espetacular Akoustic Band!


Vídeo:


Akoustic Band LIVE!


Download:


MP3 para download e para ouvir: Clique Aqui!


Referências Bibliográficas:


PorgArchives



A HAPPY NEW DECADE!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Abbey Road - Beatles, The



Abbey Road - Beatles, The


Track List:


Lado A:

1. "Come Together"   4:20
2. "Something" (George Harrison) 3:03
3. "Maxwell's Silver Hammer"   3:27
4. "Oh! Darling"   3:26
5. "Octopus's Garden" (Starkey) 2:51
6. "I Want You (She's So Heavy)"   7:47


Lado B:

1. "Here Comes the Sun" (George Harrison) 3:05
2. "Because"   2:45
3. "You Never Give Me Your Money"   4:02
4. "Sun King"   2:26
5. "Mean Mr. Mustard"   1:06
6. "Polythene Pam"   1:12
7. "She Came in Through the Bathroom Window"   1:57
8. "Golden Slumbers"   1:31
9. "Carry That Weight"   1:36
10. "The End"   2:05
11. "Her Majesty"   0:23


Músicos:

John Lennon - Guitarra base, vocal
Paul McCartney - Contrabaixo, vocal
George Harrison - Guitarra solo, vocais
Ringo Starr - Bateria, vocais


Produtores: 

George Martin
Alan Parsons
Tony Banks
Geoff Emerick


Beatles, The:

"Beatles, The" foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960 e um dos atos mais comercialmente bem-sucedidos e aclamados da história da música popular de todos os tempos; essencialmente, um fenômeno. A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra base e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Enraizada do skiffle e do rock and roll da década de 1950, a banda veio mais tarde a assumir diversos gêneros que vão do folk rock ao rock psicodélico, muitas vezes incorporando elementos da música clássica e outros em formas inovadoras e criativas. Sua crescente popularidade, que a imprensa britânica chamava de "Beatlemania", fizeram com que eles crescessem em sofisticação. Os Beatles vieram a ser percebidos como a encarnação de ideais progressistas e sua influência se estendeu até as revoluções sociais e culturais da década de 1960.

Com a formação inicial de Lennon, McCartney, Harrison, Stuart Sutcliffe (baixo) e Pete Best (bateria), os Beatles construíram sua reputação nos pubs de Liverpool e Hamburgo durante um período de três anos a partir de 1960. Sutcliffe deixou o grupo em 61, e Best foi substituído por Starr no ano seguinte. Abastecida de equipamentos profissionais moldados por Brian Epstein, que depois se ofereceu para gerenciar a banda, e com seu potencial reforçado pela criatividade do produtor George Martin, os Beatles alcançaram um sucesso imediato no Reino Unido com seu primeiro single "Love Me Do".

Ganhando popularidade internacional a partir do ano seguinte, excursionaram extensivamente até 1966, quando retiraram-se para trabalhar em estúdio até sua dissolução definitiva em 1970. Cada músico então seguiu para uma carreira independente. McCartney e Starr continuam ativos; Lennon foi baleado e morto em 1980, e Harrison morreu de câncer em 2001.


Abbey Road:


Caríssimos amigos leitores,

Primeiramente, um felicíssimo natal e um próspero ano novo a todos vocês! E continuem acessando o PLANETA MÚSICA pois, o mesmo, NÃO PARA! Semanalmente, aos sábados mais especificamente falando, trago e divido convosco minhas resenhas e sugestões musicais!

Pois bem, hoje continuaremos numa linha dos clássicos absolutos da música; continuemos a retratar o vintage, a essência do rock e sua história; vamos aos Beatles!

Aparentemente tarefa fácil, vide o número de informações e marcos históricos que rodeiam os quatro carinhas de Liverpool, acreditem-me; Falar dos Beatles, ironica e contraditoriamente, é difícil. Melhor dizendo, é difícil resumir, é difícil ter coerência para nem escrever demais, nem omitir fatos e fontes históricos, além de, evidentemente, abordar toda a enorme riqueza artística da banda.

Enfim, minha escolha específica de um álbum foi, como vocês podem ver, Abbey Road; décimo segundo e último disco da carreira dos mesmos (salve "Let It Be", lançado posteriormente, porém, com músicas compostas anteriores a Abbey Road).

Confesso-lhes; poderia ter escolhido diversos outros discos dos quais sou fã e entusiasta de sua riquíssima história musical, tais como Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, White Álbum, Revolver, enfim; Mas creio que, na minha opinião evidentemente, Abbey Road é insuperável e, fundamentalmente, meu disco preferido de toda a brilhante carreira dos Beatles; e explico-lhes o porque.

Comecemos pela capa do disco; uma das melhores e mais "enigmáticas", por assim dizer, capas de todos os tempos. Para quem não sabe, à época, corria o boato que Paul McCartney estaria morto, vítima de um acidente de carro em 1966; entramos no mundo das incertezas e mitos das mensagens subliminares.

A foto da capa do disco conteria supostas "pistas" que dariam força ao rumor de que Paul estava morto: McCartney está descalço, fora de passo com os outros, está de olhos fechados, tem o cigarro na mão direita apesar de ser canhoto, e a placa do fusca, em inglês, "beetle" estacionado é "LMW" referindo se as iniciais de "Linda McCartney Widow" ou "Linda McCartney Viúva", abaixo o "281F", supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se estivesse vivo. (O I em "28IF" é realmente um "1", mas isso é difícil de se ver na capa. Um contra-argumento é que Paul tinha somente 27 anos no momento da publicação de Abbey Road, embora alguns interpretem isso como ele teria um dia 28 anos se ele estivesse vivo.)

Os quatro Beatles na capa, segundo o mito "Paul está morto", representariam o Padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho denim). Além disso há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais e eles andam em direção a um cemitério próximo a Abbey Road. Notem também que atrás do Paul tem um carro como se estivesse passado pelo mesmo lugar que ele está. Outra suposta pista seria que na contra-capa do álbum, ao lado esquerdo da palavra Beatles, teria 8 pontos formando o número 3 (sendo então "3 Beatles").

Por fim, analisemos tal mito de uma maneira muito clara e objetiva: MARKETING. E, vide repercussão até os dias de hoje, uma ação de mercadologia que deu mais do que certo (risos).

Musicalmente falando, caros amigos, o disco traz algumas peculiaridades interessantes: A idéia de McCartney, juntamente com o quinto Beatle, o grande produtor George Martin, era compor um disco simples, sem a utilização de overdubs (gravação de estúdio realizada por canais separados) dando assim uma roupagem mais orgânica ao mesmo, porém com arranjos e melodias bem trabalhados; o resultado? A grande obra prima, Abbey Road.

Aos amigos leitores menos familiarizados com tais termos técnicos de recursos de gravação, tentarei explicar-lhes a diferença entre uma gravação com o recurso de "overdubs" e uma gravação sem tal recurso:

Uma gravação em overdubs possibilita, por exemplo, a gravação de duas ou mais guitarras, executadas pelo mesmo guitarrista e, por fim, fazendo junção a mesma música; Pode-se captar, por exemplo, um diferente som de guitarra sem distorção, utilizando-se um canal de gravação estéreo, utilizando-se também um tipo de microfone e um posicionamento de amplificador específicos e obtendo-se, por tanto, um tipo específico de timbre; Concomitantemente, pode-se realizar o mesmíssimo procedimento para obter-se um som de guitarra com distorção, porém evidentemente com microfonação e posicionamento de amplificador TAMBÉM específicos, obtendo-se um timbre desejado ao resultado final; posteriormente, é possível juntar os dois canais e introduzir os mesmos na mesma música; hoje em dia, tal recurso, é amplamente utilizado em determinados estilos musicais; o rock é um deles, sem dúvida.

A título de curiosidade, é por conta disso que, principalmente nos dias de hoje, vemos tantas bandas brilhantes em estúdio e ruins ao vivo; tal recurso é, sem dúvida, uma faca de dois gumes.

A idéia de McCartney, por fim, era a não utilização de tal recurso; gravando assim todas as músicas "ao vivo", por assim dizer. No jazz, por exêmplo, a utilização de overdubs é quase que um assasinato à sua música; o overdub possibilita um resultado final mais matemático e, a sua não utilização, possibilita um resultado mais musical, orgânico e cru.

Enfim, voltando a Abbey Road, creio que nenhum outro disco da banda é tão rico em arranjos, produção musical, orquestração, composição e execução das músicas. A título de esclarecimento, para algumas músicas, houve a necessidade da utilização de overdubs; mas nada que comprometesse o resultado e filosofia finais pretendidos por McCartney em Abbey Road.

Outro ponto forte do disco é, por fim, a aceitação da crítica, de maneira geral, quanto a enorme qualidade de George Harrison como compositor; as duas músicas de sua autoria que constam no disco, "Here Comes the Sun" e "Something" provam tal enorme capacidade. A primeira, a título de curiosidade, é minha preferida dos Beatles e uma de minhas preferidas de todos os tempos; a segunda, por sua vez, foi regravada por Frank Sinatra e eleita a melhor composição de Harrison por seu companheiro de banda, Paul McCartney.

Particularmente falando, creio que a melhor carreira solo de um ex beatle é a de George Harrison; a cada semana, meu beatle favorito muda em ordem preferencial, mas é de meu bom senso decretar a carreira de Harrison como a mais brilhante de um ex beatle (sem, absolutamente, não desmerecer a carreira dos demais).

Por fim, clássicos como "Come Together" e "Oh! Darling", além das já acima citadas, coroam um trabalho caprichoso, compenetrado e magnífico; Abbey Road é audição obrigatória para qualquer fã de música de qualidade!


Curiosidades sobre Abbey Road:

- Durante as gravações de Abbey Road, o engenheiro de som Geoff Emerick fumava muito os cigarros da marca "Everest". Por algum tempo, ficou decidido entre os Beatles que este seria o nome do disco;


- Eles até pensaram em fretar um jato e ir até o Everest tirar a foto pro disco. Mas como estavam em cima do prazo, decidiram atravéssar a rua, e chamar de Abbey Road em homenagem ao estúdio que serviu a eles durante quase 10 anos;

- Abbey Road é o álbum mais vendido dos Beatles;


- Foi o primeiro disco da história a ser gravado com oito canais de audio;

- Alan Parsons, o assistente de som, produziu o clássico de 1973 "The Dark Side of the Moon" da banda inglesa Pink Floyd (que, com certeza absoluta, ganhará espaço no meu blog posteriormente);

- John Kurlander, o engenheiro de som, foi produtor e diretor de som da trilogia "O Senhor Dos Anéis";

- O fusca da capa está atualmente no museu da Volkswagen em Wolfsburg, Alemanha;

- Esse foi mais um trabalho dos Beatles envolvendo o polêmico número nove. Sintomaticamente encerrando a carreira dos Beatles (Abbey Road = 9 letras), segue a linha de "Revolution 9" e que depois seria retomada por Lennon em sua carreira solo, # 9 Dream, e em diversas outras citações do ex-beatle;

- Neste álbum, encontra-se a música mais curta dos Beatles (Her Majesty) com apenas 0:23 segundos de duração.


Vídeo:

Here Comes the Sun


Download:

Abbey Road MP3 Download, clique aqui!


Referências Bibliográficas:

National Association of Recording Merchandisers
Google

Divirtam-se!