sábado, 26 de março de 2011
Porgy & Bess - Ella Fitzgerald & Louis Armstrong
Porgy & Bess - Ella Fitzgerald & Louis Armstrong
Track List:
1. Overture (10:52)
2. Summertime (4:58)
3. I Wants To Stay Here (4:38)
4. My Man’s Gone Now (4:02)
5. I Got Plenty O’Nuttin’ (3:52)
6. Buzzard Song (2:58)
7. Bess, You Is My Woman Now (5:28)
8. It Ain’t Necessarily So (6:34)
9. What You Want Wid Bess? (1:59)
10. A Woman Is A Sometime Thing (4:47)
11. Oh, Doctor Jesus (2:00)
12. Medley: Here Come De Honey Man/Crab man/Oh Dey's So Fresh And Fine (Strawberry Woman) (3:29)
13. There's A Boat That Leavin' Soon For New York (4:54)
14. Bess, Oh Where’s My Bess? (3:36)
15. Oh Lawd, I’m On My Way (2:57)
Músicos:
Louis Armstrong - Trompete & Vocais
Ella Fitzgerald - Voz
Paul Smith - Piano
Alvin Stoller - Bateria
Ella Fitzgerald:
Ella Jane Fitzgerald (Newport News, 25 de abril de 1917 — Beverly Hills, 15 de junho de 1996) também conhecida como a "First Lady of Song" (em portugues: Primeira Dama da Música) e "Lady Ella", foi uma popular cantora de jazz norte americana. Com uma extensão vocal que abrangia três oitavas, era notória pela pureza de sua tonalidade, sua dicção, fraseado e entonação impecáveis, bem como uma habilidade de improviso "semelhante a um instrumento de sopro", particularmente no scat.
Considerada uma das intérpretes supremas do chamado Great American Songbook, teve uma carreira que durou 59 anos, venceu 14 prêmios Grammy e recebeu a Medalha Nacional das Artes do presidente americano Ronald Reagan, bem como a Medalha Presidencial da Liberdade, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush.
Louis Armstrong:
Louis Armstrong ou Satchmo, como ficou conhecido, começou a tocar aos 12 anos, em uma banda amadora na casa de correção juvenil em New Orleans, onde estava por ter disparado uma arma para cima na passagem de ano novo. Com 14 anos e já livre da prisão, trabalhava vendendo papéis velhos, carregando peso nas docas e vendendo carvão. Começou também a tocar em casas noturnas e nas grandes barcas do rio Mississipi.
Na zona da prostituição da cidade, a Storyville, conheceu grandes nomes daquilo que viria a ser o jazz, como Sidney Bechet e Joe Lindsay. Quando a zona de má reputação foi fechada pela Marinha americana, todos eles se mudaram para Chicago à procura de emprego.
Em 1922, Satchmo entrou para a King Oliver's Creole Jazz Band, onde passou a ser ouvido por públicos maiores. Em 1925, após apresentar-se com a banda de Fletcher Henderson em Nova York, voltou a Chicago e formou seu próprio grupo, o Louis Armstrong Hot Five, com o qual fez gravações consideradas até hoje clássicos, como "Chicago Dixieland". Suas gravações estão entre as primeiras de artistas negros.
Em 1932, realizou a primeira de muitas excursões à Europa. Sua popularidade cresceu com o rádio, os filmes e mais tarde, com a televisão. A voz grave e um estilo inconfundível de cantar, emitindo às vezes sílabas sem sentido, em vez da letra da canção, como se a voz imitasse um instrumento, tornou-se sua marca registrada, tanto quanto o seu trompete.
O músico morreu dormindo em sua casa no Queens, em Nova York. Armstrong, porém, permanece como um dos mais famosos nomes do blues e do jazz de todos os tempos.
O Disco:
Caros amigos leitores! Hoje, aqui no Planeta Música Inteligente, falarei sobre outro de meus discos favoritos de todos os tempos; Porgy & Bess, de Ella Fitzgerald em sua terceira parceria com Louis Armstonrg!
Primeiramente, confesso-lhes; sou fã declarado e de carteirinha de ambos. Se pudesse escolher, confesso, minha preferência, independentemente de quais motivos, seria Ella Fitzgerald; jamais poderia deixar meu querido Planeta Música Inteligente sem os traços marcantes de sua voz inigualável; mas Armstrong, em minha preferência musical, não fica muito atrás, definitivamente. Para quem não sabe, a imagem na diagonal superior à esquerda de meu blog, é de Louis Armstrong. Por fim, parafraseando os críticos mais exigentes, "se Armstrong não tivesse existido, o jazz não seria reconhecido como é: um modo universal de expressão musical".
Logo, Porgy & Bess é um deleite para os fãs de ambos os artistas. Confesso-lhes; não sou grande apreciador de ópera (mas sim um profundo apreciador de música erudita), mas a história apresentada em Porgy & Bess, além da interpretação que dispensa comentários por parte da dupla.
O disco contém as canções da ópera homônima de George e Ira Gershwin e DuBose Heyward, encenada pela primeira vez mais de vinte anos antes da interpretação de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong. Mas, apenas a título de curiosidade, Ella e Louis não foram os únicos a homenagear a trilha dos irmãos Gershwin: Miles Davis e Gil Evans também o fizeram, mais ou menos na mesma época, quando Porgy & Bess foi para o cinema. Enfim, voltando à Porgy & Bess, com arranjos e direção musical de Russell Garcia e apoiados por uma vasta orquestra dominada pelas seções de cordas, Louis e Ella chamaram a si a totalidade das partes vocais da ópera, cada um acumulando todos os personagens; tanto os masculinos quanto os femininos.
O interessante é que a peça consistia na história de um mendigo da Carolina do Sul, Porgy, que lutava para defender Bess do namorado violento e um traficante de drogas. Nesse contexto, Gershwin compôs canções que são constantemente regravadas, como “Summertime” (regravada e popularmente conhecida na voz de Janis Joplin), que na peça aparece como canção de ninar que uma personagem canta para seu filho no início da primeira cena.
As músicas praticamente seguem a ordem original da ópera, dando a impressão de que Ella e Louis são de fato todas as personagens de Porgy & Bess, ou melhor, que só há na peça o casal encarnado pelos cantores (como na décima segunda faixa, que mais parece um excerto musicado de encenações). Embora o disco tenha uma estrutura que sugira ser escutado de uma vez e na sequência correta das faixas (por se tratar de um álbum conceitual), músicas como “It Ain’t Necessarily So” e “I Got Plenty O’Nuttin”, por exemplo, se desprendem do caráter de trilha sonora do disco, enquanto “Buzzard Song”, por sua vez, é bastante teatral. E para compor as canções, além de resvalar no jazz e na música africana, há hipóteses de Gershwin ter utilizado elementos de preces judaicas nas melodias.
Por fim, o disco tem todo um clima especial; melancólico, elegante, nostálgico; particularmente falando, creio ser um dos primeiros discos de iniciação ao jazz que qualquer ser humano com o mínimo de bom senso deva ouvir.
Altamente recomendável!
Vídeo:
Download:
Porgy & Bess Download; Clique Aqui!
Referências Bibliográficas:
Ejazz
ENJOY!
sábado, 12 de março de 2011
Sanfona - Egberto Gismonti
Sanfona - Egberto Gismonti
Track List:
Disco 1:
1. "Maracatu"
2. "10 Anos"
3. "Frevo"
4. "Lôro"
5. "Em família"
Disco 2:
6. "De repente"
7. "Vale do Eco"
8. "Cavaquinho"
9. "12 de Fevereito"
10. "Carta de Amor"
Músicos:
Egberto Gismonti - Piano
Mauro Senise - Flauta e Saxofone
Nenê - Bateria
Zeca Assumpção - Contrabaixo
Egberto Gismonti:
O multi-instrumentista, compositor e arranjador brasileiro Egberto Amin Gismonti é certamente dono de uma das obras mais vastas e coerentes dentro da música brasileira. Nascido no Rio de Janeiro, numa família bastante musical, começou seus estudos aos cinco anos de idade. Estudou flauta, clarinete, violão e piano - este último, inclusive tendo como professor o renomado Jacques Klein. Em 1968 chamou a atenção do público e da crítica com sua composição “O Sonho”. De 1968 a 1971 residiu na França, onde estudou com os expoentes da música erudita contemporânea Jean Barraqué e Nadia Boulanger. Esta o encorajou a se voltar para as linguagens musicais brasileiras e não se deixar influenciar demasiado pela música européia. Em 1969 lançou seu primeiro disco, intitulado Egberto Gismonti. Ao voltar ao Brasil, estabeleceu-se em Teresópolis. No decorrer dos anos 70, a música de Gismonti foi se orientando para o lado instrumental e para estruturas mais complexas, o que dificultou seu relacionamento com o selo EMI/Odeon, para o qual gravava.
Em 1976 gravou, com o grande percussionista Naná Vasconcelos, o seu primeiro disco para a ECM, o hoje clássico Dança das Cabeças. Nesse trabalho, internacionalmente elogiado, o virtuosismo violonístico de Gismonti aparece em toda a sua plenitude. É interessante notar que Gismonti só começou a tocar seriamente o violão em 1968, após muitos anos de estudo sistemático de piano. Em busca de um veículo mais adequado à sua música e à sua técnica, Gismonti migrou, ao longo dos anos, do violão de seis cordas sucessivamente para instrumentos de 8, 10, 12 e 14 cordas. Paralelamente, nunca deixou de ser um virtuose do piano.
Sanfona:
Caríssimos amigos leitores! Antes de mais nada, gostaria, a título de auto satisfação (risos), explicar-lhes o porque não postei em meu blog nas últimas semanas: Estava em Salvador. Acreditem-me. No Carnaval, em Salvador.
Até pensei em dividir convosco, leitores do Planeta Música Inteligente, algumas das boas experiências musicais por lá vividas (pois, acreditem-me; houveram). Mas como atualmente direciono este espaço para tratar de artistas em específico, resolvi postar em outro de meus espaços, o meu outro blog "Fear Of A Blank Planet". Caso alguém tenha interesse em ler o que escrevi sobre:
Fear Of A Blank Planet - Link Direto
Agora, por fim, comecemos com "Sanfona", de Mestre Egberto Gismonti.
Particularmente falando, Gismonti é meu músico favorito que diz respeito à Música Instrumental Brasileira; Da qual sou fã declarado.
Lembro-me perfeitamente tantos anos atrás, em minha aula de Educação Artística, minha professora havia solicitado um trabalho citando a história de um artista / banda da qual mais gostássemos. Elaborei um detalhado trabalho sobre o RUSH, minha banda favorita e fui todo feliz entregá-lo. Tal trabalho, como descobri ao entregá-lo, era para se tratar de música brasileira; e minha professora, num desdém enorme, sugeriu que eu refizesse meu trabalho direcionando-me para artistas, segundo ela, "de verdade". Não pensei duas vezes e fiz um trabalho perfeito sobre mestre Gismonti e seu disco "Circense". E a expressão de minha professora ao ver meu trabalho foi algo que nunca esquecerei em minha vida...
Enfim,
Nenhum artista da MIB é tão brilhante, sensitivo, musical, intelectual e, fundamentalmente bom, quanto é Gismonti. O mesmo destaca-se principalmente por sua virtuose como multi instrumentista (especialmente no piano e no violão), seus arranjos megalomaníacos (que une sensitividade há musicalidade de uma maneira única) e sua versatilidade (gravando de mpb à música erudita). Sem dúvida, um dos grandes compositores da Música Inteligente de todos os tempos!
E, particularmente falando, "Sanfona", ao lado de "Circense", são meus discos favoritos deste magnífico artista.
"Sanfona" traz uma de minhas músicas favoritas de todos os tempos; "Maracatu". Gismonti explora temas tão diversos, tão amplos... que dispensa qualquer tipo de comentário. A título de curiosidade, uma de minhas primeiras gravações como técnico de som foi justamente uma banda de jazz executando esta música; confesso que poucas vezes captei e mixei uma banda como aquela (risos). Caso alguém tenha interesse em ouvir, eu disponibilizo posteriormente.
O ponto notável de "Sanfona" é que, no primeiro disco, Gismonti toca sozinho; e no segundo é acompanhado pela "Academia de Danças", banda que já gravara com Gismonti anteriormente em um disco auto intitulado. Nem é necessário afirmar o quão um músico precisa ser acima da média para poder gravar e arranjar um disco sozinho. Coisa, caros amigos, de gênio.
Por fim, a música de Egberto Gismonti abrange uma vasta gama de paletas sonoras, texturas, dialetos musicais e estados de espírito. Pode soar grandiosa ou introspectiva, dramática ou lúdica, nostálgica ou futurista, brasileira ou oriental. Suas composições são concebidas para os mais variados efetivos instrumentais, desde o violão solo até a orquestra sinfônica, passando pelos instrumentos étnicos e os teclados eletrônicos. Entre as principais influências de sua linguagem musical, podemos citar Heitor Villa-Lobos, Maurice Ravel, Django Reinhardt, John McLaughlin, Baden Powell, Astor Piazzolla, o folclore nordestino e do centro-oeste brasileiro, a música indígena e a música indiana, entre outras. MESTRE!
Altamente recomendável!
Vídeo:
Referências Bibliográficas:
Ejazz
Éissaê!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Chapter 9 - Ed Motta
Chapter 9 - Ed Motta
Track List:
1. The Man From The Oldest Building
2. You're Supposed To...
3. Twisted Blue
4. The Runaways
5. St. Christopher's Last Stand
6. Tommy Boy's Big Mistake
7. The Sky Is Falling
8. The Caretaker
9. Georgie And The Dragons
10. Ikarus On The Stairs
Parcerias:
Cláudio Botelho - Composição de letras;
Rob Gallagher - Composição de letras.
Ed Motta:
Eduardo Motta, (Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1971) é um cantor, compositor e produtor musical brasileiro. A música de Ed Motta está enraizada nos estilos Funk/Soul e Disco, mas visita muito bem o Jazz, a Canção, a bossa nova, o reggae, o rock, e as trilhas sonoras de filmes como Pequeno Dicionário Amoroso, A Partilha Sexo, Amor e Traição e animações como Tarzan e A Nova Onda do Imperador, ambos da Disney.
Com esta diversidade de estilos e vários álbuns lançados no exterior, Ed Motta possui uma reconhecida carreira nacional e internacional. Já tocou e gravou com inúmeros nomes do cenário mundial, como 'Incognito', Bernardie Purdie (baterista do 'Steely Dan'), '4chan', 'Jazzinho' (grupo português), entre outros.
Sobrinho do compositor carioca Tim Maia, Ed Motta ficou conhecido no fim dos anos 1980, com as composições Manuel, e Vamos dançar, que gravou com a sua então banda Conexão Japeri. Nos anos 1990, retornou às paradas de sucesso com os hits Fora da lei, Vendaval e Colombina (esta, lançada em 2000).
Além de multi-instrumentista, Ed também é colecionador de discos(possui mais de 30 mil títulos), fã de quadrinhos europeus e notório apreciador de vinhos, cervejas e chás.
Chapter 9:
Nono trabalho de Ed Motta, "Chapter 9" é mais um excelente disco na carreira do compositor; e, como quase todo disco do mesmo, traz boas novidades musicais.
Desde o surgimento de sua música aos nossos ouvidos, poucos músicos foram tão experimentais, perfeccionistas e, fundamentalmente inteligentes como Ed Motta; são 20 anos de carreira embalados pelas mais diversas faces. Passou com extrema habilidade pelo soul e funk, experimentou muito com o jazz e suas diversas vertentes, foi pop (no sentido de popular) e fez dançar com seus manuais práticos que continham hits inspiradíssimos, além de flertar com diversos outros estilos.
Por fim, em 2008, com "Chapter 9", Ed realiza um trabalho há tempos pretendido pelo mesmo; o primeiro pitaco sobre o disco que gostaria de enaltecer, são suas letras em inglês.
Em parceria principalmente com o britânico Rob Gallagher e Cláudio Botelho, Motta realiza um de seus principais desejos claros em sua carreira, que é compor um disco todo em inglês (vide, é claro, suas vastíssimas influências musicais). Cantando com a maestria de sempre, em Chapter 9 somos presenteados com a temática britânica; aliás, o disco flerta e até experimenta, em diversos momentos, com o rock; logo, constatamos a aula de arranjos que Motta realiza no álbum.
Outro ponto que não poderia deixar de ressaltar é que Motta, em "Chapter 9", sozinho, toca todos os instrumentos presentes no disco, trabalhou em todos os arranjos do mesmo e cuidou, concomitantemente, de toda a produção final. Entre letra e instrumental, caros amigos leitores, confesso-lhes; sou mais fã e entusiasta da segunda arte supra descrita, ou seja, do domínio quanto ao instrumento musical (e, por domínio, creio que o mesmo se dá de várias maneiras; como a lista aqui é interminável, prefiro pular essa parte, enfim). Independentemente de fazer ou não o gosto pessoal de cada um é no mínimo digno de respeito e veneração ver um músico compondo todos os instrumentos de seu disco; sou, confesso, profundo admirador de músicos multi-instrumentistas; no caso de Motta, sou ainda mais fã, pelo mesmo ser, além de multi-instrumentista, um excepcional compositor, produtor musical e, fundamentalmente, cantor.
Por fim, “Chapter 9” contêm dez canções que rondam vários estilos, alguns não tão explorados anteriormente como o rock e outros já habituais como o soul, sempre com a inegável maestria. Sem dúvida um dos melhores da carreira do músico. Simplesmente não dá para deixar de voltar para tocar novamente. Apesar das facetas já conhecidas, “Chapter 9” acrescenta muita coisa “nova” na concepção musical de Ed Motta.
Ainda que difícil de entender (creio que muitos podem não gostar), considero a audição de "Chapter 9", minimamente, interessante.
Eu recomendo!
Vídeo:
Download:
Referências Bibliográficas:
Enjoy!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Awake - Dream Theater
Awake - Dream Theater
Track List:
1. "6:00" - 5:31
2. "Caught in a Web" - 5:28
3. "Innocence Faded" - 5:43
4. "A Mind Beside Itself: I. Erotomania" - 6:45
5. "A Mind Beside Itself: II. Voices" - 9:53
6. "A Mind Beside Itself: III. The Silent Man" - 3:48
7. "The Mirror" - 6:45
8. "Lie" - 6:34
9. "Lifting Shadows Off a Dream" - 6:05
10. "Scarred" - 11:00
11. "Space-Dye Vest" - 7:29
Músicos:
Mike Portnoy – Bateria
John Petrucci – Guitarra, violão
Kevin Moore – Teclado
James LaBrie – Vocal
John Myung – Contrabaixo
Dream Theater:
Dream Theater é uma banda de metal progressivo oriunda dos Estados Unidos e formada em meados dos anos 80. Tornaram-se numa das bandas do movimento progressivo mais bem sucedidas desde o auge do rock progressivo em meados dos anos 70.
A banda é conhecida pela qualidade técnica de cada um de seus integrantes, tendo ganhado vários prêmios por revistas especializadas. São muito respeitados por grandes nomes do rock e metal, tendo colaborado com vários outros músicos de renome. Em um exemplo famoso, John Petrucci foi nomeado como o terceiro guitarrista do G3, juntamente com Steve Vai e Joe Satriani, seguindo a trilha de guitarristas como Eric Johnson, Robert Fripp e Yngwie Malmsteen.
Dream Theater também é conhecido por sua versatilidade em estilos musicais, o que tornou possível à banda entrar em turnê com diversas bandas, que incluem Frank Zappa, Deep Purple, Emerson Lake & Palmer, Iron Maiden, Joe Satriani, Marillion, Kansas, In Flames, Pain of Salvation, Porcupine Tree, Queensrÿche, Fear Factory, Enchant, Symphony X, Pink Floyd, Yes e Rush.
Awake:
Ah, o Dream Theater...
Minha história com a banda norte americana é peculiar, sem dúvida. Uma relação, por assim dizer, de "Quase amor e quase ódio" (risos).
À época em que tive meus primeiros contatos musicais com a banda, devo salientar, eu era extremamente radical quanto à música, de uma maneira geral; extremamente preconceituoso (até com música boa, veja vocês). E os descobri como muita gente os descobre; Por sua principal influência ser o Rush. A título de curiosidade, se há algum leitor que não me conheça, minimamente falando, minha banda favorita, é o RUSH; mas tarde vocês vão descobrir o por que.
Enfim, minha primeira audição quanto a música do Dream Theater foi o álbum que escrevo sobre hoje; Awake. Em meados de 2004, aproximadamente, a explosão musical e a descoberta das maravilhas proporcionadas por esta tomavam conta de minha vida; e eu era (sou, numa proporção bem menor hoje em dia, diga-se de passagem) absolutamente fã de música progressiva. Porém, não gostei de Dream Theater imediatamente. Muito ao contrário; desgostei bastante da banda (risos). E os esqueci por muito e muito tempo... até resolver dar uma segunda chance a sua música; e, confesso, gostei de muita coisa que ouvi.
Para começarmos a dissertar sobre Awake, primeiramente, gostaria de ressaltar sua principal qualidade e peculiaridade, na minha modesta opinião: O tratamento de áudio.
Quando me formei em áudio pela Faculdade & Conservatório Musical Souza Lima, meu trabalho de conclusão de curso foi baseado justamente em Awake. Uma gravação muito bem executada (como, indiscutivelmente, é sempre realizada pelo Dream Theater), uma mixagem perfeita e uma masterização impecável; tudo extremamente bem balanceado, nítido, brilhante e claro; coloco Awake no mesmo patamar do disco "Balance" do Van Halen e apenas um pouco abaixo (o que é mérito, absolutamente) do "Black Álbum", do Metallica. Quando trabalhei com áudio, Awake funcionava para mim como a bíblia funciona para um católico, o vademecum para um advogado, enfim; minha cartilha fundamental para afinar sistemas de P.A., mixar trabalhos realizados e assim por diante.
Outro ponto que merece ser destacado em Awake são seus arranjos; à época, diferentemente dos discos atuais do Dream Theater (lembrando sempre que na minha opinião) os integrantes da banda ainda não brigavam por destaques individuais; a música vinha em primeiro lugar (maior prova disso é seu disco anterior; Images and Words), o que é sinônimo, caros amigos, de música inteligente. Ouvíamos um Mike Portnoy e um John Petrucci inspirados, criativos; um John Myung técnico na medida (como, creio eu, é até hoje; o músico mais regular, por assim dizer, da banda) um James Labrie dentro de suas reais possibilidades vocais e, fundamentalmente, um tecladista do porte de Kevin Moore. Kevin é, na minha modesta opinião, o melhor tecladista que o Dream Theater já teve. Com a melhor escolha de timbres, o mais musical, enfim, o melhor. E Awake é seu ápice; sinto muita falta da sonoridade de Moore na música posterior e atual do Dream Theater. Enfim.
Por fim, destaco em Awake a melhor música de toda a carreira do Dream Theater; Erotomania. Com um timbre estarrecedor de teclado, uma bateria somando (e não subtraindo) a música, e um John Petrucci, absolutamente, brilhante, creio que Erotomania é o ápice musical da banda.
Hoje em dia, creio, a banda há muito se perdeu. Mike Portnoy deixou de compor música para compor barulho, John Petrucci perdeu toda sua inspiração e assim por diante. Sem contar todos os ataques de estrelismo de Portnoy, o que culminou em sua saída da banda. Atualmente, creio, a banda luta para se reencontrar; e espero que isso aconteça, pois Awake, Images and Words e em mais alguns lampejos de criatividade, o Dream Theater como um todo fora um grande compositor de música inteligente.
Vídeo:
Download:
Referências Bibliograficas:
Enjoy!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Perpetual Motion - Dave Weckl Band
Perpetual Motion - Dave Weckl Band
Track List:
1. "Double Up" - 5:36
2. "Child´s Play" - 6:22
3. "Mesmer Eyes" 4:30
4. "Skiyper" - 5:51
5. "Oasis" - 5:21
6. "7th Sense" - 7:20
7. "Overdrive" - 4:48
8. "12 Acres" - 6:24
9. "Slingshot" - 6:00
10. "Beacon" - 6:04
11. "Tiempo de Festival" - 5:13
Músicos:
Dave Weckl - Bateria e Percussão
Brandon Fields - Saxofone
Steve Weingart - Piano e teclados
Tom Kennedy - Contrabaixo
Dave Weckl:
For more than 25 years, Dave Weckl has developed and maintained a reputation among fans, peers, and the international music community as one of the great living drummers. For this, he has received numerous accolades and honors; Modern Drummer inducted Dave into their Hall of Fame and named him "one of the 25 best drummers of all time."
But these honors, in addition to many more bestowed by the music community, are the product of Dave's undying commitment to making great compositions. Dave's incredibly dynamic and diverse drumming, which has inspired musicians worldwide, is built on a solid foundation of knowledge and respect for music.
Born in St. Louis Missouri, January 8th, 1960, to a mother who loved music and a father who played the piano as a hobby, Dave started playing drums around the age of 8.
During his high school years, Dave received many awards from the NAJE (National Association of Jazz Educators) for outstanding performances in his high school's competition-winning jazz band. He was involved with numerous local groups from a very young age while studying with St. Louis-area teachers Bob Matheny and Joe Buerger.
At age 16, Dave began to work professionally with local pop and jazz groups. In 1979, he moved to the East coast to study music at the University of Bridgeport in Connecticut. At just 19 years of age, Dave was getting recognized.
While playing the club scene in New York City with a band called Nite Sprite, Dave started to receive accolades from established studio musicians such as Steve Kahn, Michael Brecker, and especially drumming great Peter Erskine. It was Peter who recommended Dave for his first 'big gig' in town with a group called French Toast, forerunner to the Michel Camilo band, which has been recorded quite extensively over the years.
From this group, legendary bassist Anthony Jackson recommended Dave for the prestigious Simon and Garfunkel reunion tour in 1983. After this tour, it was not long before Dave was regularly being called for radio and TV jingles, sound track sessions, and top recording dates with such artists as George Benson, Peabo Bryson, Diana Ross, and Robert Plant, to name a few.
In 1985, Michael Brecker suggested to Chick Corea that he look into Dave's services for his new Elektric Band. That was the beginning of a seven year relationship with both the Elektric and Akoustic Bands, where nine recordings and three videos were produced, including a Grammy for the first Akoustic Band release.
The Elektric Band showcased Dave's cutting-edge drumming and innovative use of electronic and acoustic drums, bringing him world-wide recognition. Though the Elektric Band went on a 10-year hiatus in the early '90s, the band is once again touring from time to time. It also released a 17-part conceptual album entitled "To The Stars" in mid-2004.
As a solo artist, Dave has recorded and produced nine recordings to date, including GRP/MCA solo releases Masterplan, Heads Up, and Hardwired. In 1998, Dave realized his long-time goal of forming a world-touring band. The Dave Weckl Band released five studio records, including: Rhythm Of The Soul, Synergy, Transition, Perpetual Motion, and Multiplicity. The band also released a hot live album, LIVE (and very plugged in) and a compilation of DWB and instructional videos entitled The Zone.
Perpetual Motion:
Vide texto acima, caros amigos blogueiros / leitores, é notável meu grandioso entusiasmo quando falo deste peculiar baterista; quando falo de Dave Weckl. Quem me conhece, sabe; Sou absolutamente fã da música deste brilhante baterista.
Concomitantemente ao meu descobrimento quanto a fantástica Chick Corea & Elektric Band, veio, por conscequência, meu descobrimento quanto à música de Dave Weckl; Weckl é baterista de Corea em diversos trabalhos. E, em suma, é graças também a este que resolvi me tornar baterista.
Considero Dave um dos dez maiores bateristas de todos os tempos; quem conhece seus trabalhos, sabe. Weckl é "O CARA" no Fusion e, muito provavelmente, um de meus três bateristas favoritos (ao lado de Neil Peart e Gavin Harrison).
E em um de seus últimos trabalhos de estúdio com sua banda própria, a Dave Weckl Band, eu foquei o meu post de hoje no Planeta Música Inteligente; Creio que Perpetual Motion, caríssimos amigos, em se tratando de sua carreira solo, é seu melhor trabalho até então; tanto como baterista quanto, principalmente, como compositor.
Perpetual Motion traz em essência o aprimoramento de Weckl quanto a técnica circular de Moeller, e isto fica absolutamente claro em, praticamente, todas as músicas do disco; sua criatividade é notável.
Ao amigo leitor menos familiarizado, a técnica circular de Moeller traz em essência dois conceitos fundamentais: A visão da bateria como um todo e a redução do esforço físico para a melhor performance do baterista. Aos adeptos de tal técnica, notamos que a configuração e posicionamento das peças da bateria seguem um mesmo padrão; essencialmente, com o prato de condução (ride) em uma posição quase frontal com o músico. Dave Weckl estudou, como muitos outros bateristas, com o mestre Fredie Grubber; um dos maiores "treinadores", por assim dizer, quanto a técnica circular de Moeller e, todos aqueles que estudam tal técnica, se reciclam; podemos citar aqui, por exemplo, Neil Peart, Kiko Freitas, Steve Gadd, além deWeckl; Em Perpetual Motion, a percepção circular utilizada é absolutamente notável.
Outro ponto interessantíssimo a se destacar em Perpetual Motion é a ênfase que Dave Weckl aplica em seus grooves. Este grande baterista sempre fora intensamente questionado com relação aos seus grooves; como "solista", por assim dizer, sempre foi inquestionavelmente um dos melhores do mundo ou de todos os tempos; mas, com relação aos grooves, fora considerado, constantemente até, ora como pouco criativo, ora até como displicente. Pois bem, Perpetual Motion, em muitos momentos, funciona bem como um cala a boca quanto a esse tipo de crítica; a última faixa do disco, "Tiempo de Festival", não me deixa mentir. A essência da música de Weckl tem como principal influência, estruturalmente falando, a música de Chick Corea; que dá prioridade à música, deixa os outros instrumentistas também aparecerem e, na hora certa, quando a música pede, tem seu próprio momento de brilhantismo.
Isto, meus amigos, é música inteligente.
Enfim, caros amigos, Dave Weckl é escola para todo e qualquer baterista que queira ser, minimamente, notável; sua música inspirou diversos outros bateristas ao redor do mundo não por acaso. Um excelente exercício para os ouvidos, sem dúvidas.
E ao amigo não baterista, por favor, não deixe de ouvir Dave Weckl; pois, antes de baterista, Weckl é compositor; e, fundamentalmente, compositor de Música Inteligente!
Vídeo:
Download:
Dave Weckl Download; Clique Aqui!
Referências Bibliográficas:
Dave Weckl Home Page
Bons estudos!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Crash - Dave Matthews Band
Time Out - Dave Mathews Band
Track List:
1."So Much to Say" – 4:06
2."Two Step" – 6:27
3."Crash into Me" – 5:16
4."Too Much" – 4:22
5."#41" – 6:39
6."Say Goodbye" – 6:12
7."Drive In, Drive Out" – 5:55
8."Let You Down" – 4:07
9."Lie in Our Graves" – 5:42
10."Cry Freedom" – 5:54
11."Tripping Billies" – 5:00
12."Proudest Monkey" – 9:11
Músicos:
Carter Beauford — Bateria e Percussão
Stefan Lessard — Contrabaixo
Dave Matthews — Violão e vocais
LeRoi Moore — Saxofone e Flauta
Boyd Tinsley — Violino
Músico convidado:
Tim Reynolds - Guitarra
Dave Matthews Band:
Dave Matthews Band, sometimes shortened to DMB, is an American jam band formed in Charlottesville, Virginia in 1991. Founding members were singer-songwriter and guitarist Dave Matthews, bassist Stefan Lessard, drummer/backing vocalist Carter Beauford and saxophonist LeRoi Moore.
Moore died suddenly in August 2008 due to complications from an ATV accident. Boyd Tinsley was added to the band as a violinist soon after the band was formed. Grammy Award-winner Jeff Coffin, of Béla Fleck and the Flecktones, has since filled Moore's spot as the band's saxophonist. Rashawn Ross and Tim Reynolds have also become full-time touring members of the band. With musicians who each have roots in differing genres, including jazz, classical, soul, rock, bluegrass, and hip-hop, the band has come together to create an eclectic sound which has earned them fans from a variety of quarters. As of 2010, Dave Matthews Band have approximate sales between 30 and 40 million copies worldwide.
The band is known for their annual summer-long tours of the US and Europe, featuring lengthy improvisational renditions of their songs, accompanied by an elaborate video and lighting show. This portion of the tour has become a stamp of DMB and has grown with the band since Fenton Williams began in the early 1990s.After twenty consecutive years of touring the band announced that it is going to take the summer of 2011 off.
The band's most recent album, Big Whiskey and the GrooGrux King (the first since Moore's death) debuted at number one on Billboard 200, giving the band their fifth consecutive number one debut, making them the second band behind Metallica to do so.
The band has won one Grammy Award, and was awarded the NAACP Chairman's Award. According to Julian Bond, "they sell out the largest arenas on Earth, but frequently give their music away."
Crash:
Caros amigos leitores,
Como vocês puderam reparar, já há duas semanas (mais especificamente há dois sábados) não publico meus textos sobre música inteligente em meu humilde e tão amado espaço; devido ao feriado prolongado municipal da cidade de São Paulo, por motivos de força maior e, fundamentalmente, por acreditar que também sou filho de Deus, excepcionalmente, não tive a oportunidade de atualizar o Planeta Música Inteligente. Sábado que vem e assim respectivamente, ao menos assim espero, tudo volta ao normal. Por ora, enfim, vamos em frente!
Após alguns posts seguidos tratando fundamentalmente de Jazz e Fusion, hoje, talvez, sairemos um pouco de tal contexto; a banda homenageada de hoje é a eclética Dave Mathews Band!
A título de curiosidade, atualmente, a Dave Matthews Band é uma de minhas cinco bandas favoritas; minha "fase" musical atual é constantemente preenchida com sua música. E "Crash", como não poderia deixar de ser, é meu álbum de estúdio favorito dos caras. Acreditem-me; em se tratando da Dave Mathews Band, é dificílimo escolher citar entre estúdio e ao vivo; suas execuções no palco são, assim como em estúdio, surreais. Outrora, talvez, eu escolha algum de seus trabalhos ao vivo para futuras citações; mas, por ora, vamos ao Crash!
O que mais me chama a atenção na Dave Matthews Band é seu ecletismo; é impressionante como seus músicos, vide suas origens, sabem trabalhar bem em diferentes linguagens e estilos musicais; é absolutamente notável a qualidade e sensibilidade da música negra (que sou grande fã e entusiasta) na banda; sua música é, além de muito bem trabalhada e executada, muito sensitiva. E no álbum inteiro tais peculiaridades são, absolutamente, notáveis.
Caros amigos leitores e apreciadores de boa música, vocês muito provavelmente concordarão comigo; um dos principais conceitos de música inteligente, na minha opinião, é o fato de não ser possível classificá-la. E esse é um dos princípios claros na música de Dave Matthews; jamais consegui rotulá-la, o que, particularmente falando, acho, entre outras coisas, bárbaro. Alguns elementos da banda são atípicos na música popular (porém no sentido comercial da mesma); só para citar o exemplo claro, há saxofonista e violinista na mesma.
De todos os conceitos presentes na sonoridade da banda, Crash é o álbum que, na minha opinião, sintetiza melhor sua essência musical. Há sensibilidade, há muita musicalidade, há técnica, há misturas de estilos musicais gerais, tais como funk, soul, reggae, rock e assim por diante; Só ouvindo para entender. Músicas como Crash Into Me, Drive In / Drive Out, Lie in Our Graves e assim por diante estão entre as melhores compostas em toda a carreira da banda; Crash, em suma, é constantemente classificado como melhor trabalho em estúdio da banda (e eu assino em baixo).
Meu destaque individual na banda e no disco vai para o grande baterista Carter Beauford; um dos melhores bateristas do mundo, sem dúvida. Extremamente técnico, Beauford é, na mesmíssima medida, extremamente musical. Seus domínios em polirritmia (independência motora) são, sem exagero, únicos; Mas o que consegue ser ainda mais notável é como o mesmo sabe arranjar sua percussão com a música de Dave Matthews; o entrosamento entre Beauford e o resto da banda é fantástico e quase telepático.
A credibilidade da banda de Dave Matthews é tanta que, em diversos trabalhos ao vivo, os músicos que fazem participações com os mesmos são do mais alto nível; como, constantemente, Victor Wooten (meu contrabaixista favorito).
Enfim, ao leitor apreciador da Boa Música Inteligente, considero Dave Matthes Band de fácil acesso, contendo tanto belíssimos exercícios auditivos quanto música para, simplesmente, admirar a textura sem se preocupar com a forma; em suma, altamente recomendável!
Vídeo:
Download:
Crash; Clique Aqui!
Referências Bibliográficas:
The Free Encyclopedia
BOA DIVERSÃO!
sábado, 15 de janeiro de 2011
Time Out - Dave Brubeck Quartet, The
Time Out - Dave Brubeck Quartet, The
Track List:
Lado 1:
1." Blue Rondo à la Turk " – 6:44
2."Strange Meadow Lark" – 7:22
3." Take Five " – 5:24
Lado 2:
4."Three to Get Ready" – 5:24
5."Kathy's Waltz" – 4:48
6."Everybody's Jumpin' " – 4:23
7."Pick Up Sticks" – 4:16
Músicos:
Dave Brubeck - Piano
Paul Desmond - Saxofone Alto
Eugene Wright - Contrabaixo
Joe Morello - Bateria
Dave Brubeck Quartet:
O The Dave Brubeck Quartet foi um quarteto de jazz, formado em 1951, por Dave Brubeck.
Durante muito tempo, o quarteto tocou no clube Blackhawk, em São Francisco , tendo ganho grande popularidade em concertos dados em escolas. Gravaram diversos álbuns, dos quais se destacam Jazz at Oberlin, Jazz Goes to College e Jazz Goes to Junior College.
Em 1958, após diversos membros, o quarteto assumiria a sua formação clássica, com Dave Brubeck, Paul Desmond, Joe Morello e Eugene Wright.
Um dos pontos altos do grupo, foi o seu clássico álbum ao vivo, de 1963, At Carnegie Hall, descrito pelo crítico Richard Palmer como sem dúvida o melhor concerto de Dave Brubeck.
O Quarteto de Dave Brubeck acabou em 1967, embora se tenham reunido em 1976, por ocasião do seu 25º aniversário.
Time Out:
Caros amigos leitores!
Hoje, aqui no Planeta Música, seguiremos falando de jazz e dos grandes jazzistas de todos os tempos; conheçam mais um de meus discos favoritos: Time Out, do gênio Dave Brubeck e seu quarteto!
Dave Brubeck, sem sombra de dúvidas, entra no meu "Top 5" de jazzistas preferidos; ficando atrás, talvez e apenas de Chick Corea e John Coltrane (Miles Davis também; mas o admiro principalmente por outros aspectos do que como solista; ainda tratarei isso em meu blog posteriormente), enfim.
O que mais se destaca neste brilhante pianista é sua visão; o considero um músico / compositor muito a frente de seu tempo. O mesmo, ainda que formado na University of the Pacific, em Stockton na Califórnia, acreditem-me, não sabe ler nem escrever partitura. E não que eu creia que isso, de uma maneira geral, seja mérito; não. Um grande amigo meu e profundo conhecedor musical diz que o primeiro passo para se aprender música é se alfabetizar, ou seja, saber ler e escrever partitura; ainda usa como analogia que "um músico sem saber ler e escrever partitura é o mesmo que um professor de história não saber ler e escrever português" e, talvez não com o mesmo radicalismo, ainda assim concordo com ele. Mas, o que quero dizer é que, Brubeck é um grandioso gênio no que diz respeito a harmonia e contraponto, por exêmplo, tem grandes influências eruditas e, fundamentalmente, é um grande compositor; aparentemente, o mesmo encontra-se tão a frente de seu tempo que, no caso específico de Brubeck, não ser possuidor de grandes conhecimentos teóricos torna-se irrisório.
Em "Time Out" fica absolutamente clara a visão á frente, particular e peculiar de Brubeck e de seu quarteto como um todo; o disco, à sua época, é considerado inovador. Ainda que tenha sido duramente criticado no ano de sua estréia, em 1959, é hoje em dia considerado um dos maiores clássicos do jazz de todos os tempos; a maior prova disso é que pode-se achar (como eu já achei diversas vezes) o cd Time Out à venda em "baciões" de grandes e populares redes de supermercados; junto com, por exemplo (e espero que esta seja a última vez que "sujo" meu blog com esse tipo de "música" - risos) "Aviões do Forró" e a preço de banana.
O disco é considerado inovador à sua época por ser um dos primeiros trabalhos populares a abordar uma métrica musical tão complexa e, tornando-me redundante, é óbvio, fundamentalmente diferente do que se ouvia na época. As fórmulas de compasso utilizadas em quase todas as músicas que constam no disco são bem distintas das usuais, sem dúvida. Constantemente são utilizados compassos compostos e compassos complexos, tais como o 5/4 em "Take Five" e o 9/8 em "Blue Rondo à la Turk" que, não por acaso, são minhas músicas favoritas do disco (e esta primeira, Take Five, uma de minhas favoritas de todos os tempos).
Outro ponto forte a se destacar em Time Out são suas convenções e variações de temas, especialmente esta última, também mais atípica à época. Dave Brubeck trata com uma sensibilidade as variações temáticas de suas composições que desconcertariam qualquer músico que não conhecesse sua linguagem musical; o que enaltece ainda mais as qualidades do quarteto, é impressionante a sintonia quase telepática entre brubeck e, especialmente, Paul Desmond e Joe Morello.
Meu destaque individual do disco, além de Brubeck, é claro, é Joe Morello; em se tratando de jazz clássico, é um de meus bateristas favoritos, sem sombra de dúvidas (ficando atrás apenas dos gênios Buddy Rich e Gene Krupa). Ao baterista que pretende estudar e entender a linguagem musical do jazz, Morello é fonte riquíssima de aprendizado.
Por fim, considero Time Out uma obra prima por se tratar de um disco absolutamente completo; Muito bem executado, musical ao extremo, prazeroso de se ouvir, inovador à época e, fundamentalmente, por se tratar de um ótimo exercício para os ouvidos. Aos leitores familiarizados ou não com o tradicional método de ensino rítmico e ditado musical "Pozzoli", uma excelente forma continua de aprendizado rítmico / teórico musical é Time Out; até contraditoriamente falando, pensando na forma autodidata da Brubeck, enfim.
Audição indispensável ao ouvinte de música de qualidade, este Time Out, da fantástica Dave Brubeck Quartet!
Vídeo:
Download:
Time Out; Clique Aqui!
Referências Bibliográficas:
All About Jazz
Bom exercício!
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